quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

confissões de adolescente


Hoje deixei as minhas lástimas incógnitas dentro do bolso da camisa de dormir. Com este frio de fazer estalar os ossos, achei que as poderia proteger de terem lábios gretados e pele seca nos cotovelos. Dedico-me hoje, portanto, às confissões de adolescente que muitas vezes parecem estar a dormir. Acordei-as com uma almofada na nuca.
Não odeiam a sensação de ter um bicho dentro da barriga? Pois eu tenho um. Esperneia e urra. E não me larga. Para ser franca, nunca tive a cara interdita à passagem das tuas mãos nem com grandes obras: as borbulhas nunca suscitaram um problema de maior para mim; já para não falar das dores descomunais que te dão a ti que és rapariga quando estás prestes a periodar-te (já não me lembro da última vez que tive disso). Mas se há coisa que me azeda não é o vinagre das tuas palavras mas sim os pneus que trago em anexo na barriga que quase dão para transportar um veículo pesado e estas pernas moles. E quando me chega a vontade de pensar e falar disto, sento-me e espero que a vontade passe.
E tu, o que fazes?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ora, ora...

Hoje estou para aparvalhar. (É nestas alturas que me torno perigosa!) E isto vai ser uma espécie de jogo para vocês; uma espécie de estudo para mim. A única regra é responder a verdade, só a verdade, sem medo, quer sejas rapaz ou rapariga. Não me levem a mal - falta-me só um parafuso e estou a morrer de curiosidade. Contudo, não me responsabilizo por qualquer dano causado a quem ler o que se segue...


...Mamas grandes ou mamas pequenas?

P.S (aos rapazes) - É feio, da minha parte, generalizar e gostos são gostos mas porque é que são tão importantes para vocês?
P.S (às raparigas) - Eu já me questionei muitas vezes sobre o tamanho que deve ou não ter esta parte do nosso corpo e querem saber? Não cheguei a nenhuma conclusão. Eu sou assim. Com ou sem, muito grandes ou muito pequenas, sou a mesma. Vocês também.

Este post é para as minhas companheiras que se vão rir até cair da cadeira com isto (eles sabem bem). Com amor,
Méri.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Quem é a próxima a publicar? É a Zita, claro...atrasada! Sempre a mesma coisa.



05-09-09, 3:00 a.m.

Não consigo dormir. Deitei-me há pouco, mas o pouco é quanto? Tanto quanto sei, pode ser muito. Não odeiam essa sensação? Rebolar nos lençóis até ficarem com os pés de fora e pensarem vezes sem conta "Dorme estúpida..tens de adormecer...um dois três. Ainda acordada? Ai, as minhas olheiras amanhã vão ser bonitas!".
Para ver se ajudava, fui buscar o meu rádio de bolso. Adivinhem..não ajudou. Que ideia é esta de tocarem baladas pirosas na rádio a noite toda? E o pior é que parece que nasci com as letras todas enfiadas na cabeça. Portanto, em vez de adormecer canto coisas como "You are the sweetest guy I've ever met...I love you so much".
Já viram o tempo que se ganhava se não tivéssemos de dormir? Mais tempo para trabalhar (--'), para namorar, para ouvir música, ver filmes, ler ou cometer crimes hediondos. Pensando bem, talvez Deus tenha criado o sono por isso mesmo...para baixar as taxas de criminalidade. "Eh pah queres ir assaltar um banco às 3h da manhã?" "Ah não, pah. A essa hora tou a dormir. Não dispenso as minhas 8 horas de sono".
Como têm visto até agora, a minha mente não trabalha lá muito bem quando tenho sono. Não digo nada com jeito. Mas, pensando bem, não é preciso ter sono para escrever meia dúzia de palavras sem jeito. É melhor ficar por aqui senão ainda vos obrigo a juntarem-se a uma seita satânica. Nunca se sabe...o sono faz-nos fazer coisas incríveis.

domingo, 19 de julho de 2009

compras na boutique C


Hoje, de papo voltado para o céu azul e limpo, dou comigo a pensar que não só os alimentos são concebidos com prazos de validade e rótulos pré-datados: viajam no tempo connosco muitas outras coisas que duram muito menos que uma embalagem de leite ou que um ovo ao sol.
Digam-me quantas vezes não se compram o amor, a amizade, a saudade, a esperança, e uma mão cheia de outras coisas bonitas por “dá cá aquela palha”. E o mais engraçado é que compramos e não usamos.
E isto faz-me lembrar quando se compram cuecas na boutique C e passados dois dias têm um buraco do tamanho do mundo… quase que cabe lá um elefante.
Este foi o meu desabafo de hoje.
Com orgulho, Matilde cê.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Às minhas companheiras de escrita.


As saudades esmagam-me, é verdade. Vocês enchiam os meus dias. Enchem-me de coisas boas. E fazem-me tanta falta, meninas.

Um amo-vos com o nosso cheiro.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Falar sobre vingança


AAAAAAAAAAARRRRRRRRRRHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Pronto, estava a precisar disto.


O nosso mundinho está cheio de bolor. Gente que no lugar do cérebro tem peúgas mal-cheirosas a apodrecer de xulé (xulé ou chulé?). Não falo de pessoas menos inteligentes ou com dificuldades de aprendizagem. Falo, sim, daqueles que fazem de tudo para ver os outros infelizes. Falo daqueles que gostam de nos roubar os sonhos e que, depois de o fazerem, lavam as mãos e cospem-nos em cima. Há pessoas assim. Quantas conhecem vocês? (neste momento veio-me à cabeça toda a equipa do ministério da educação..mas isso é outra conversa.)
É nestas alturas de má-disposição que me apetece pôr em prática o conceito vingança. Sei pouco sobre fazer os outros infelizes (alguém me diga se estou a mentir) mas há momentos em que essas habilidades dão imenso jeito.
Por outro lado, gosto de acreditar que o ser humano não é naturalmente mau. Quando nascemos somos tão puros, tão apetitosos, tão doces. Como é que em décadas de existência adquirimos tanta maldade?
Podíamos tentar resolver tudo com rosas e fado...mas não é possível, já tentei. Então temos guerra aberta. Acho que não nascemos maus, mas eu acabei de me tornar numa pessoa horrível e vingativa.

Cuidado. Pessoa feroz e raivosa. Não aproximar.

(Caras colegas de blog...demorou um pouco, mas veio!)