sábado, 21 de março de 2009

Too much school will kill you


És daqueles que chega ao fim do período com os neurónios chamuscados, as pestanas ardidas, um mau humor do caraças e um rasto de loucura a correr-te pelo sangue? Se sim, estás na moda.
Estudantes sofrem. Esfolam-se a trabalhar, acordam com umas olheiras até aos joelhos, engordam porque afogam o desespero em chocolates ou emagrecem porque não têm tempo para comer.
Quando tiram uma nota jeitosinha, até parece que todo o árduo trabalho valeu a pena. Mas quando, por deslize, as notas baixam soltam a fera. Nestas ocasiões é comum ouvir: "Eu sabia, eu sabia! Estúpido, estúpido!!! Mas como é que fui errar isto? Só faço asneiras. Distraído!!! Mas a culpa também é do stor desculpa lá. Esta pergunta estava mal formulada! E valia 20 pontos! Que exagero. Nem as cotações sabe distribuir. Incompetente!" E coisas do género.
Umas férias sabem sempre bem. Descansa-se, não se faz nada, descansa-se mais um bocadinho e vê-se televisão. Ou então desespera-se o tempo todo porque duas míseras semanas passam num instante.
Mas vê o lado positivo: Ser estudante é a tua melhor fase de vida (Melhor fase de vida? MELHOR FASE DE VIDA? Matem-me.)

terça-feira, 3 de março de 2009

Grelos: para que vos quero?


Descobri hoje que, afinal o ser humano é possuidor de dois olhos que não são mais do que isso mesmo: olhos. Dois grelos aos quais não é empregue qualquer tipo de função se não a de mijar. Deste modo, quem mija não é a pila nem o pipi mas sim os olhos. De modo análogo, quem vê não são os olhos mas sim a pila e o pipi.
Passo a explicar: fruto do acaso, ocorrem distorções das imagens que são percepcionadas pelos olhos e assim, nós lemos “A”, percebemos que lemos “A” mas, ignorantemente falamos de “B”, explicamos “B”, pensando que, aquilo que anteriormente tínhamos lido era “B”. E f***** para o “A” que nasceu e para o “B” que não morreu.
Toda esta revolta devido à febre dos testes intermédios e à loucura da Biologia que resolveu inventar teorias para tudo quanto é bicharada, como sejam a teoria Lamarckista e Darwinista.

Tenho dito.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

AM-FM

É muito simples: o amor é como as músicas comerciais que passam a toda a hora na rádio - é moda. Sintonizas-te para a estação/pessoa que mais gostas e abanas a cabeça ou bates os pés ao ritmo da música que dá. No caso de hoje, o facto de abanares a cabeça apenas quer dizer "Sim, sim, com certeza, estás perdoado" porque a música que anda agora a passar em todas as rádios tem o seguinte refrão:
"Ai, eu traí-te mas só um bocadinho.
Sim, amor, é só o quarto bocadinho.
Eu gosto muito de ti mas só um bocadinho"
Mau! Gostas muito de mim ou só um bocadinho? Esta é a minha grande questão!
Agora, vou pôr o volume no máximo (a música está a começar outra vez!) e ter atenção, posso ter ouvido mal. Afinal, andam para aí muitas avarias na transmissão de sinais; vou, mas é, modular bem a minha onda e ajeitar a minha frequência.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

graxa ao cágado


Hoje presenteio-vos com pudim boca-doce: uma coisa que todos gostamos de comer e que é rapidamente confeccionada.
Coloque mais de duas pessoas reunidas e triture-as. Deixe-as meticulosamente migadinhas para que o posterior grau de adesão seja maior. Apimente a relação que cada grão de pessoa estabelece entre si: vai notar que vai surgir no ar uma nuance de conversações paralelas no qual um fulano diz que disse a uma Maria que ela tinha uma camisa bonita (no fundo a Maria tinha um buraco no suvaco). Tempere com (mais) más-línguas: o Manel vai dizer à Albertina que ela tem uns seios brancos bem apetitosos, a Albertina vai dizer à Joaquina que a mala dela rosa-choque ficava melhor se tivesse uma tira verde fluorescente. Deixe repousar este refogado e espere que o cágado apareça com uma carapaça tão brilhante que até ofusca de tanta graxa que lhe deram.
Sirva bem frio.


p.s. foi o meu pequeno desabafo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Não é a minha vez de postar

Matilde Cê, desculpa lá. Era a tua vez de escrever, eu sei. Mas é por uma boa causa: recebemos um desafio do blog "Mãos no fogo". Chama-se Meme (penso eu...não quero mentir). É assim:

«Você diz 9 coisas aleatórias a seu respeito, não importando a relevância.Tendo de ter 6 verdades e 3 mentiras. Quem receber o Meme, deverá postar as 3 coisas que acha serem as mentiras do blogueiro que lhe passou o Meme».

Então, respeitando as regras do jogo, vou tentar adivinhar as mentiras da Jo.
- Sou claustrofóbica
- Mudei de curso no 12º ano
- Quero estudar em Coimbra

Agora sobre mim:
- Tenho um tumor na perna
- Já fui mordida 3 vezes por um peixe-aranha
- Adoro comer tudo o que é verde
- Nunca tive varicela
- Faço ballet desde os 5 anos
- Quando era pequena dormia com 9 peluches
- Tenho medo do escuro
- Já pus o meu irmão no hospital 2 vezes
- A minha cor preferida é o vermelho
(O que é verdade e o que é mentira?)

Lanço o desafio a:
- Matilde Cê, "Essa boneca tem manual"
- Beatriz Cró, "Com outras palavras"
- Pandora, "Caixa de Pandora"

Companheiras de escrita, espero não ferir susceptibilidades. O desafio foi dirigido ao "Peidinho engarrafado" e eu tomei a liberdade de responder a ele. Agora é a vossa vez.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ar e vento

Fazem agora, muito mais de dez minutos desde que ando neste escreve-apaga; cheira-me que isto, hoje, vai sair uma grande borrada.

Tinha falado, já, com a Carolina que hoje ia escrever sobre "O Tempo Parado", visto que mais de metade dos relógios daquela escola estão avariados, mas não tenho ideia nenhuma. Então vou falar exactamente sobre isso: cabeças cheias de ar e vento sem inspiração para escrever textos bonitos e/ou com piada!
Pensamos: Ah, hoje vou escrever! Escrever o quê? Sobre mim, ti ou sobre outro fulano qualquer? Sobre o calor ou o frio?
Mais, não bastava já tudo o tentamos arrumar dentro das nossas (pequenas) cabeças e ainda nos vêm os professores de filosofia pedir para escrever; o problemas não é escrever mas a pressão do tempo e do conteúdo. À filosofia podemos, bem, juntar o Português e a, melhor de todas, Fisica-Química! Mas será que cabe na cabeça de alguém fazer uma composição sobre o funcionamento do microfone e/ou altifalante?

(Foi a minha pequena revolta. Concordem para não me sentir tão fora do normal.)